quinta-feira, 29 de novembro de 2012

estou revoltada (2)

ahhh, e mais. Nunca pensei em chegar ao dia de dizer que estou farta da minha turma, mas estou tão mas tão mas tão farta. Toda a gente é falsa, todos se concentram em lixar a vida uns aos outros, é impressionante. Acreditem, a minha turma sempre foi o melhor que eu tive e nunca me queixei porque sempre fomos unidos. E o que custa mais é, depois de tudo o que já fiz por esta turma (ou pelo menos metade dela) e especialmente por tudo o que já fiz por algumas pessoas, elas ainda terem coragem de dizer que eu sou "arrogante, egocêntrica e convencida" e de me humilharem em frente à turma por coisas que são absolutamente mentira. Estou revoltada porque estou farta que as pessoas me julguem sem se darem ao trabalho de me conhecer e porque estou farta que as pessoas que realmente me conhecem insistam em agir como se isso não acontecesse e insistam em mostrar às outras pessoas uma pessoa que em nada se parece comigo.
Posso ser muita coisa, posso não ser a melhor pessoa do Mundo, mas não sou tão má ao ponto de merecer entrar numa sala cheia de pessoas e sentir que se não tivesse chegado a entrar tudo decorreria melhor para a maioria. É por isso que não quero dar mais confiança a quem não a merece, e que a partir de agora nem que  se esfolem a pedir-me desculpa, eu não desculpo! Estou farta de desculpar pessoas que nem sequer merecem que olhe para elas.

estou revoltada

Tiraram-nos o comboio, tiram-nos o túnel do Marão, tiram-nos o avião, a auto-estrada está em construção, ao que tudo aponta, eternamente...Onde é que isto vai parar? É isso mesmo, toca a isolar mais Trás-os-Montes que é mesmo isso que precisamos. Agora digam-me se isto faz sentido. E depois nós é que somos os retrógadas e vivemos na idade da pedra. Oh valha-me deus, isto cada dia fica pior. Nem tenho mais nada a dizer, Bragança há-de ficar tão isolada que ninguém vai conseguir chegar cá num tempo reduzido e, obviamente, a população assim que tiver oportunidade vai para bem longe.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

happiness ao rubro

parece-me estranho, dado tudo o que está a acontecer à minha volta tão rapidamente, mas estou feliz. Sinto-me inexplicavelmente feliz. Talvez ande a pensar de menos e a deixar-me sentir de mais. Qualquer dia desaba tudo. Até lá, I don't give a shit.


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Avó

Sempre que me pedem para falar de alguém que seja um exemplo e uma inspiração para mim, penso na minha avó. Não sou o tipo de adolescente que tem vergonha dos avós ou que não passa tempo com eles. Pelo contrário, quem me dera que a minha avó estivesse aqui em Bragança e que eu tivesse a oportunidade de lhe ir dar um beijinho sempre que me apetecesse. 
Admiro-a por muitas razões. Pela força que tem, pelo carinho que demonstra e pela alegria que transmite. Parece estranho mas eu lembro-me perfeitamente do amor que ela sempre me teve, mesmo quando era pequenina. Lembro-me de pequenos gestos, de como ela sempre esteve presente para me ajudar. Lembro-me de como era uma pessoa tão dinâmica e ativa, como a invejava por passar o ano a viajar e por conhecer o Mundo todo. Lembro-me como ansiava crescer para poder passar a ir com ela para todo o lado. Lembro-me de tudo o que ela fez para que a minha família se mantivesse unida, e é com orgulho que olho para nós e vejo que ela conseguiu. 
Por isso é que dói ver como a vida nos prega partidas e nos vai afundando aos poucos. Uns mais tarde, outros mais cedo, mas a cada dia que passa há ameaças eminentes às quais ninguém tem capacidades de escapar. Começou por pequenos pormenores, pequenos esquecimentos, desequilíbrios e agora apresenta-se como um verdadeiro problema. O que custou foi ver tudo a acontecer tão rápido. Num ano estava tudo bem, e gradualmente no ano a seguir nada era igual.
O orgulho que tenho na grande pessoa que é a minha avó é incomparável com qualquer outro. E apesar da sua alegria se ir apagando lentamente, eu sei que ela também tem orgulho em mim. Sei que os 6 netos e 3 filhos são o melhor que ela tem. E faço tudo para a ver sorrir, mas tudo mesmo.
E é por isto tudo que tenho um medo incontrolável de a perder. Um medo que me corrói por dentro e que a cada dia que passa se torna maior. Um medo que hoje cresceu mais do que eu poderia imaginar. 

Oh, a vida é tão lixada.

domingo, 4 de novembro de 2012

T

E apetece-me escrever para ti porque és incrível. Não sabes como me custa ver esse teu sorriso a transformar-se em lágrimas. Lágrimas de verdadeiro sofrimento, de coisas que tu guardas para ti todos os dias mas que não consegues esconder para sempre. Para ti não tenho muitas palavras, porque todas as palavras do Mundo seriam muito pouco.
Eu sei que parece que está tudo mal, que te sentes mais sozinha que nunca, que parece que está tudo a desabar à tua volta e que estás demasiado indefesa para aguentar. Mas não estás. Acredita que, em cada momento e a cada atitude que tomas, há pelo menos uma pessoa que se preocupa e que precisa que tu estejas bem. Tu sabes bem o quão complicado é olhar em redor e ver tudo aquilo que era eterno a tornar-se finito e promessas de longo prazo a serem desfeitas em segundos. Mas já aguentaste muito, e vais ter de aguentar de novo.

"Everything in life is temporary... So if things are going good, enjoy it because it won't last forever. And if things are going bad, don't worry. It can't last forever either."

ingratidão

Sinto que a vida é ingrata. Que as melhores pessoas ficam magoadas, que sofrem, que choram, e choram demais. Sinto que esta semana foi terrível. Que dificilmente poderia ter sido pior. E que acabou da pior maneira. E não sinto mais nada, é só isto mesmo.